terça-feira, 9 de novembro de 2010

Trânsito.

Nomes: Ana Carolina Claudino Santana
Cynthya Gillyana Benicio de Souza
Nélia dos Santos Evangelista Gomes
Rosangela Alves Cardoso dos Santos
Silas Gomes de Souza
Pedagogia 6º semestre

  • Introdução

    Dentre os vários desafios que as metrópoles brasileiras terão de enfrentar no início do século 21, a questão do trânsito será um dos mais importantes.

    O trânsito, mais do que simples deslocamento de pessoas e veículos sobre determinados espaços representa parte da dinâmica da metrópole e da vida de seus moradores. Na verdade, os deslocamentos de veículos e pessoas se relacionam a certas características socioeconômicas (idade, renda, local de moradia, de trabalho, de estudos, etc.), e, também, a uma disputa pelo espaço protagonizada por agentes políticos que desempenham papéis transitórios (pedestres, passageiros, motoristas, etc.).
  • O que é trânsito?

    Trânsito é o movimento de pessoas e de veículo nas ruas. No trânsito podemos se pedestres condutores ou passageiros.
    O pedestre é aquele que circula a pé, o condutor é quem conduz os meios de transporte, o passageiro é usuário de um meio de transporte.

  • Regras de sinais organizam o trânsito.

    Existem regras para organizar a circulação de pessoas e de veículos. Essas regras ajudam a garantir a segurança de pedestres, condutores e passageiros.
    Semáforos, placas de sinalização e faixa de segurança também organizam o trânsito.

EX:

* Os motoristas devem respeitar a sinalização e os pedestres devem atravessar as ruas sempre na faixa de segurança.
* O semáforo (na cor vermelha) está indicando que os veículos devem parar e os pedestres devem seguir.

  • PLANO DE AULA

Faixa etária – 7 anos (2º ano do Ensino Fundamental)

TÍTULO
· Educação para o trânsito

OBJETIVO GERAL
Promover procedimentos, atitudes e valores para a vida em sociedade.

OBJETIVO ESPECÍFICO
Identificar condutores, pedestres e passageiros;
Reconhecer símbolos e cores como forma de comunicação;
Compreender a sinalização e as regras de trânsito como forma de organizar a circulação de pessoas e de veículos nas ruas;
Compreender a importância do cumprimento das regras de trânsito para garantir uma circulação segura e eficiente;

CONTEÚDO
Aprendendo regras de trânsito (placas e sinalizações)

METODOLOGIA
Comentar que as regras para organizar o trânsito nas ruas devem ser respeitadas por pedestres, passageiros e condutores a fim de contribuir para a segurança de todos.
Perguntar se costumam respeitar a sinalização de trânsito, como atravessar a rua na faixa de segurança, observando se o semáforo de pedestre está verde.
Conversar com os alunos sobre como seria o trânsito se não houvesse sinalização.

JUSTIFICATIVA
· Nessa idade as crianças têm muita curiosidade e estão aprimorando seus conhecimentos. Muitas vezes agem por impulso e não prestam atenção podendo causar acidentes, obrigatoriamente o trânsito está inserido em nosso dia – a – dia.

DESENVOLVIMENTO
O intuito dessa aula é orientar aos alunos que:

As placas de trânsito apresentam formas e cores diferentes em função do conteúdo que expressam. As placas de advertência são amarelas e em formato de losango, como a placa “semáforos à frente”.

As placas de regulamentação são brancas, circulares, e tem uma faixa vermelha em volta (com exceção das placas “Parada obrigatória e de a preferência”)

Quando se quer indicar uma proibição, as placas de regulamentação recebem uma faixa vermelha em diagonal, como a placa “proibido estacionar”.


AVALIAÇÃO
A avaliação será realizada através das atividades aplicadas em sala de aula (anexo). - (clike na imagem para Ampliar)




História do Bairro

Grupo: Bruna,Luiz, Mariana e Paula.

Disciplina: História
Turma: 2º ano Ensino Fundamental
Objetivo Geral:
Compreender o passado para caracterizar o presente
Conceituar: anterioridade, posterioridade e simultaneidade
Objetivos específicos:
Conceituar história
Conhecer a história do bairro
Identificar bairros residenciais, comerciais e industriais
Concluir que os bairros se modificam com o decorrer do tempo
Reconhecer os moradores do bairro como formadores da comunidade
Evidenciar as principais características do bairro onde mora
Reconhecer-se como parte integrante e agente da comunidade do bairro

Conteúdo(s):
· História do bairro
· Tipos de bairro
· Transformação de ambientes pela ação do homem
· Como é transformada uma comunidade
· Características do bairro onde mora
· Porque faço parte da comunidade do bairro
· Como posso melhorá-lo

Procedimento(s) Metodológico(s):
Roda de conversa
Roda de histórias
Montagem de cartaz
Produção de maquete do bairro

Recursos:
Dicionário, caderno, livro didático, jornais, revistas, tesoura, cola, lousa, giz, cartolina, isopor e sucata para produção da maquete.

Avaliação:
Através da observação da produção e participação dos alunos.

Cronograma (etapas):
1º dia
Conteúdo:
· Fatos históricos
· Fatos científicos
Objetivo:
· Identificar fatos históricos dentro de um contexto
· Comparar fatos verídicos com fatos científicos
Atividades:
· Perguntar aos alunos se eles sabem o que é história.
· Procurar a palavra HISTÓRIA no dicionário e escrever o significado na lousa.
· Comentar e dar exemplos da vida pessoal do que são fatos reais, fatos bons e ruins que marcaram a vida de uma pessoa.
· Contar a história “patinho feio” e pedir para eles identificarem se é um fato real ou fictício.
· Dar jornais e revistas e pedir para eles identificarem fatos reais, recortar e colar em uma folha de sulfite.
· Fazer leitura e interpretação dos textos.
Avaliação: Será avaliado se o aluno compreendeu o que é historia, se sabe diferenciar histórias reais e não reais. A avaliação será através da produção dos alunos e também pela participação oral.

2º dia
Conteúdo:
· Bairros residenciais, comerciais e industriais
Objetivo:
· Identificar bairros residenciais, comerciais e industriais
Atividades:
· Aula expositiva explicando sobre bairros comerciais, residenciais e industriais. Dar exemplos e mostrar fotos.
· Distribuir revistas e pedir para as crianças recortarem imagens desses tipos de bairro.
· Em grupo as crianças montarão três cartazes por grupo, classificando esses tipos de bairro. Podendo complementar com desenho.
Avaliação: Será avaliada a produção do aluno.

3º dia
Conteúdo:
· Modificação dos bairros
· Características do bairro
· Formação de uma comunidade
Objetivo:
· Concluir que os bairros se modificam com o decorrer do tempo
· Evidenciar as principais características do bairro
· Reconhecer os moradores do bairro como formadores da comunidade
Atividades:
· Pesquisar em que ano foi fundado o bairro e concluir quantos anos fazem?
· Porque tem esse nome?
· Quem foram os primeiros moradores?
· Quais foram as primeiras empresas comerciais?
· Deixar cada criança comentar sua pesquisa, anotar os dados na lousa fazendo um relatório. As crianças devem anotar esses dados no caderno.
Avaliação: Será avaliado o interesse, participação e produção das crianças.

4º dia
Conteúdo:
· Linha do tempo da vida da criança
· Tempo cronológico
· Fatos marcantes
Objetivo:
· Reconhecer-se como parte integrante e agente da comunidade do bairro
· Comparar anterioridade, posterioridade e simultaneidade
Atividades:
· Pesquisar junto com as famílias os acontecimentos mais importantes da vida da criança desde o nascimento até o ano de 2010, montando uma linha do tempo. Podendo utilizar fotos se a família disponibilizar.
· Traçar a linha do tempo na lousa e ir marcando ano a ano os fatos marcantes que a criança for relatando. Comparar os dados, por exemplo, quem nasceu no mesmo ano? Quem entrou no mesmo ano na escola? Quem nasceu no bairro? Quem se mudou depois do nascimento e quando mudou? Calcular quanto tempo faz cada acontecimento?
Avaliação: Será avaliada a produção e participação do aluno.

5º dia
Conteúdo:
· Características do bairro onde mora
· O caminho para sua escola
Objetivo:
· Estabelecer relações espaciais entre a residência e a escola
· Evidenciar as principais características do bairro onde mora
· Saber quanto tempo leva de casa até a escola
Atividades:
· Fazer um desenho representando o caminho de casa até a escola.
· Em grupo fazer uma maquete representando o bairro destacando as características mais importantes.
Avaliação: Verificar se o aluno distingue com clareza bairros residenciais, comerciais e industriais; realiza pesquisa; realiza trabalhos com clareza e ordem; se expressa com criatividade.

Bibliografia:
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: História/Geografia. Vol 5. Brasília: MEC/SEF, 1997.

Tribos Indígenas

Plano de Aula

Grupo: Débora, Denise, Iris, Priscila, Regiane e Sarah

Areá de atuação: Ensino Fundamental - 4° ano

Objetivo Geral:
  • Aprender sobre a cultura indígena
  • Reconhecer históricamente as tribas indígenas

Metodologia

Iniciar a aula conversando com os alunos para descobrir o que eles sabem ou pensam sobre o território brasileiro antes de ter sido descoberto por Pedro Álvares Cabral, o professor pode registrar as impressõoes dos alunos na lousa ou pedir para eles registrarem no caderno.

Após a discussão sobre o fato, ler um texto com os alunos onde aborda sobre o tema proposto e que responda as questão que foram colocadas em xeque.

Fazer outro momento de conversa com os alunos explicando quem morava em nosso território e mostrar a importância da cultura indígena relatando onde tem as tribos hoje em dia e discorrendo sobre suas culturas.

Deixar os alunos explicarem o que aprenderam e verificar se suas hipóteses estavam certas.

Fechar a aula com um vídeo onde irá significar mais o tema, pois trará a cultura indígena.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A Natureza e suas inter-relações

PLANO DE AULA
Grupo: Ana Paula, Fabiana, Leiliane, Josimeire, Gilson
Pedagogia – 6º semestre

Área de Atuação – Ensino fundamental
Série: 5º ano
Tempo estimado: Quatro aulas
Tema: A natureza e suas inter-relações

Este plano de aula faz parte do conteúdo de história e geografia. Para fazê-lo nos baseamos em torno do eixo “natureza e sociedade”, para o Ensino Fundamental I.

Objetivos
- Ler e interpretar textos escritos e orais para compreender e explicar a espacialidade dos fenômenos sociais e naturais do mundo.

Conteúdos
- Leitura do texto natureza e sociedade.
- Dinâmicas da sociedade e da natureza e suas inter-relações.

Recursos
Jornais, revistas e computadores com acesso à internet, cartolina, cola, régua, tesoura e papel sulfite e textos.

Metodologia
1ª etapa
-Leitura de textos relacionados aos fenômenos da natureza e seu impacto na sociedade. Os alunos refletirão depois de uma pergunta feita pelo professor, se as ações do homem geram impacto na sociedade. Após ler diversos textos, identificando onde, quando, como se dá o problema, cada grupo escolhe um tema relacionado à natureza e a sociedade.

2ª etapa
Com base nos textos escolhidos, os grupos identificarão e analisarão os elementos naturais e sociais envolvidos, as intervenções humanas e seus efeitos para o equilíbrio do local. Leva-los até a biblioteca e o laboratório de informática para pesquisar mais sobre os temas escolhidos. O professor orientará a consulta.

3ª etapa
Elaboração de cartazes informativos com base nas informações do texto. Cada grupo deve coletar também imagens diversas (fotos, ilustrações, mapas e esquemas gráficos). Assim, textos e imagens, dispostos sobre cartolina, podem receber título, legendas e explicações. Destacar a importância de indicar as fontes. Os cartazes serão usados em apresentações para a classe.

4ª etapa
Exposição do cartaz ea apresentação do grupo sobre o que aprendeu. Fazer debate coletivo, destacando os principais resultados e conclusões. Sugira que os grupos encarreguem um colega de anotar os nomes e a ordem de quem vai falar. Cada um deve registrar as considerações para, depois, escrever um texto individual sobre as relações natureza-sociedade em diferentes escalas.

Avaliação
Após a leitura de trabalhos feitos com o texto natureza e sociedade, foi possível observar a aprendizagem dos alunos em relação a sua leitura e compreensão de mundo, isto é, a sociedade e o mundo onde vivem.

Consciência Negra

DISCIPLINA:
História

Turma:
4º Ano do Ensino Fundamental

TEMA:
Consciência Negra

JUSTIFICATIVA:

Justifica-se a importância deste tema para abordar junto ao grupo a importância do respeito ao próximo.

OBJETIVO:

Reconhecer historicamente a importância do dia da Consciência Negra, resultado do movimento negro no Brasil.

Desenvolver atividades que visam ao debate sobre os preconceitos que ainda são presentes sociedade brasileiro e à busca de algumas de suas raízes históricas.

Conhecer as diferentes etnias existentes no mundo.

ESTRATÉGIAS:

- Levantar os conhecimentos prévios dos alunos referentes ao tema.
- Listar os diferentes tipos de etnias
- Explicar ao grupo o sentido da comemoração e àqueles que lutaram para esta data esta inclusa no calendário cívico nacional.

-Fazer uma breve explanação sobre a figura de Zumbi dos Palmares e a simbologia dele para o movimento negro no país.

- Discutir com os alunos se eles acham necessária uma comemoração como a do Dia Nacional da Consciência Negra.

- Criar situações polêmicas para que você possa sentir como os alunos tratam essa questão, se têm ou não opinião formada ou se simplesmente desconhecem a existência da data.

- Utilizar a lei 10.639, que institui a obrigatoriedade da inclusão do ensino de História da África e da cultura afro-descendente como documento. Eles devem analisar a data em que foi criada, com qual objetivo etc.

- Refletir sobre a adequação ou não dela ao contexto histórico do debate, ou seja, no cotidiano dos alunos, para isso o professor pode levar para a turma diferentes reportagens ou notícias relacionadas à temática, preferencialmente com abordagens bastante diferenciadas, ou melhor, com posicionamentos distantes, em relação a política de cotas para negros na universidade, por exemplo.

- Formar grupos pequenos para um breve debate para exposição das conclusões levantadas pelos grupos, abrindo este debate sendo que nenhuma das interpretações precisa aparecer como verdade absoluta todos têm direito a expressar suas opiniões o que, obviamente, significa não desrespeitar o outro.

A proclamação da República

Série/turma;Educação Infantil
Idade: 4 a 5 anos

Introdução: Este tema está relacionada a " Cidade ou Ambiente" onde vivem, suas condições de vida as quais pertencem historicamente, os bens materiais e culturais em seu cotidiano.

Tempo:10 minutos
Tema: A Proclamação da República

Objetivo específico:
Compreender a história da Proclamação da República

Conteúdo programático:
História
Linguagem Oral e Escrita

Procedimento:
A professora entra na sala de aula e diz:
- Segunda-feira não haverá aula, pois é feriado
o aluno questiona:
- é feriado do que?
Professora diz:
- Proclamação da República.
A professora explica o significado da Proclamação da Republica:
É o dia em que o nosso país deixou de ser mandado por outro país, no caso Portugal e passamos e ser uma Republica, ou seja, um comandante do nosso país vai governar o Brasil.

Recursos:
Livro de História do Brasil

Avaliação:
A professora pede para os alunos ditarem um a carta ao nosso Presidente.
Observar e registrar o aprendizado sobre a Proclamação da república.

Apresentação do grupo: Joyce, Luana, Michele, Paloma, Vânia e Viviane. 6º semestre


Grupo: Joyce, Luana, Michele, Paloma, Vânia e Viviane. Semestre - Pedagogia

PLANO DE AULA

Conteúdo:

Geografia - As conseqüências da chuva ácida em nossa natureza;

Faixa etária: 5°ano.

Objetivo geral:

-Formular explicações para elementos, fenômenos e acontecimentos presentes no ambiente de seu convívio;

- Propiciar a aprendizagem inicial de conteúdos, saberes e princípios básicos;

- Incentivar a curiosidade, o interesse no aprendizado, a troca de informações e experiências, oferecendo oportunidades para o contato com situações, fenômenos e informações diversificadas que incentivem a observação, a exploração, a pesquisa, a possibilidade de estabelecer relações, refletir, fazer escolhas, debater, argumentar, entre outros.

Objetivo específico:

- Desenvolver nos alunos a idéia do que é chuva ácida;

- Quais as causas;

- Quais os riscos que trazem a nossa vida e a nossa natureza;

- A conscientização da não poluição ambiental;

Metodologia:

1ª Etapa: Ao primeiro momento será mostrado somente algumas imagens de ambientes ou monumentos históricos antes e depois das ações da chuva ácida e a partir daí o alunos serão questionados sobre o que poderia ter ocorrido com aqueles ambientes para estarem destruídos. Os alunos que não concordarem com a opinião dos outros serão convidados a debater as suas idéias.

O professor irá aplicar uma aula teórica sobre o que é a chuva ácida e o que ocorre para que a água da chuva se torne ácida, conscientizando-os assim, da importância da não poluição ambiental.

2ª Etapa: Na segunda etapa da aula será mostrando a classe quais as conseqüências que a chuva ácida pode trazer para a nossa saúde, nossos monumentos e nossa natureza.

3ª Etapa: Será explicado a classe o desenvolvimento da experiência, que terá duração de cerca de 2 semanas.

Os alunos precisarão de: água, vinagre, 2 vasos com uma planta e 2 borrifadores.

Durante duas semanas os alunos, em casa, irão regar as plantas, uma com água limpa e a outra com uma mistura de água com vinagre, simulando a chuva ácida.

4ª Etapa: Passado o tempo necessário, os alunos trarão suas experiências para expor o resultado causado nas plantas e tentarão explicar para os demais, o que ocorreu (de acordo com os conhecimentos obtidos durante as aulas teóricas e através de pesquisas).

Recursos:

- 2 borrifadores de água;

- 2 vasos com uma planta (qualquer planta, de preferência da mesma espécie);

- Água;

- Vinagre.

Avaliação:

Avaliar se os objetivos gerais e específicos foram alcançados visando à conscientização dos alunos sobre as causas e conseqüências das chuvas ácidas em nosso ambiente.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Entrevista com Prof Mario Sergio Cortella

Olá
Neste momento em que vivemos acredito que o teor desta conversa com o Professor pode ser muito interessante para entendermos a importância do ensino das ciencias sociais desde criança.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010


Georges Charpak, prémio Nobel da Física, criador e inspirador de programas de divulgação científica – como o Mão Na Massa" – faleceu quarta-feira, com 86 anos, em Paris. Judeu nascido na Polónia, em 1924, viveu a sua juventude nos conturbados tempos da II Guerra Mundial e sobreviveu a Dachau, campo de concentração nazi, onde passou um ano.

Em 1992, foi agraciado com o prémio Nobel da Física, pela “invenção e elaboração de detectores de partículas, em particular a câmara proporcional multifios, um avanço importante na técnica da exploração das partículas mais pequenas da matéria”, como explicou a Academia.
Foi um bairro judeu no leste da Polónia que viu nascer Charpak. Aos sete anos, emigrou com os pais para França, onde aos 15 se recusa a usar a estrela de David no braço e se torna um militante anti-fascista e membro da Resistência.
Depois da guerra, torna-se cidadão francês e estuda na École Nationale Supérieure des Mines de Paris. É aluno do físico e Nobel Frédéric Joliot-Curie, com quem se doutorou em Física Nuclear, no Collège de France, e entra como investigador para o Centre National de la Recherche Scientifique, em 1948.

Integra o CERN (Conselho Europeu para a Investigação Nuclear) em 1958. É nesta instituição que vai realizar o trabalho que o tornará conhecido a nível mundial e pelo qual ganhará o Nobel. Aqui, concebe os famosos detectores de partículas.
O físico francês ficou também conhecido pela sua acção humanitária e pelos esforços para “reformar” o ensino das ciências junto às crianças. Nesse âmbito, cria em 1995 o programa La Main à La Pâte (Mãos na Massa).

Esta iniciativa influenciou a criação de vários programas educativos em todo o mundo, dos quais o Ciência Viva é o exemplo me Portugal. De resto, a agência é parceria de longa data da La Main à La Pâte.

Apesar de achar inevitável a utilização de energia nuclear no campo civil, insurgiu-se sempre contra a sua utilização militar. Defendia o desarmamento e que todas as armas nucleares deveriam ficar sob controlo internacional.

Artigo Revista Ciência Hoje disponível em http://www.cienjavascript:void(0)ciahoje.pt/index.php?oid=45341&op=all acesso em 07 out 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Estações do Ano


disponível em http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20090922-063401.inc acesso em 23 set 2010

Todo mundo já sabe que durante o ano ocorrem quatro estações: Primavera, verão, outono e inverno.

As estações do ano acontecem por causa da inclinação da terra em relação ao sol. O movimento do nosso planeta em torno do sol, dura um ano. Esse movimento recebe o nome de translação e a sua principal conseqüência é a mudança das estações do ano.

Se a Terra não se inclinasse em seu eixo, não existiriam as estações. Cada dia teria 12 horas de luz e 12 horas de escuridão. E como o eixo do planeta terra forma um ângulo com seu plano orbital, existe o verão e o inverno, dias longos e dias curtos. Durante o Verão, os dias amanhecem mais cedo e as noites chegam mais tarde. Ao longo dos três meses desta estação, o sol se volta, lentamente para a direção norte e os raios solares diminuem sua inclinação. No início do Outono, os dias e as noites têm a mesma duração: 12 horas. Isso é porque a posição do sol está exatamente na linha do Equador.

Porém, o sol, vai continuar se distanciando aparentemente para norte. A partir daí, os raios solares atingem o mínimo de inclinação no início do Inverno, e, ao contrário do Verão, os dias serão mais curtos e as noites mais longas.

Então, o Sol vai começar a se deslocar na direção sul. Começando então a Primavera e os dias e as noites terão a mesma duração.

Portanto, as estações do ano e a inclinação dos raios solares variam com a mudança da posição da Terra em relação ao Sol. Quando o Pólo Norte se inclina em direção ao Sol, o hemisfério Norte se aquece ao calor do verão. Seis meses mais tarde, a Terra percorreu metade de sua órbita. Agora o Pólo Sul fica em ângulo na posição do Sol. É verão na Austrália e faz frio na América do Norte.

Bilbiografia:

BRANCO, S. M.;Um passeio pelas estações do ano. Editora Moderna. 48p.

Densímeto




O densímetro é um aparelho simple que mede a densidade de um líquido, ele pode ser encontrado ao lado das bombas de combustíveis. A construção dele pelos alunos serve para aprofundar seus conhecimentos sobre o conceito de densidade e sobre a força empuxo produzida pela água,

Submarino






Como finalização da sequência Afunda/flutua realizamos a construção de um submarino. Desta forma pudemos vivenciar a experiência que os alunos tem em aplicar um conhecimento, desta forma o conhecimento não só se torna significativo como também funcional.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Joãozinho da maré

Um episódio na vida de Joãozinho da Maré
O Joãozinho de nossa história é um moleque muito pobre que mora numa favela sobre palafitas espetadas em um vasto mangue. Nosso Joãozinho só vai à escola quando sabe que vai ser distribuída merenda, uma das poucas razões que ele sente para ir à escola. Do fundo da miséria em que vive, Joãozinho pode ver bem próximo algumas das grandes conquistas de nossa civilização em vias de desenvolvimento (para alguns). Dali de sua favela ele pode ver de perto uma das grandes universidades onde se cultiva a inteligência e se conquista o conhecimento. Naturalmente esse conhecimento e a ciência ali cultivados nada têm a ver com o Joãozinho e outros tantos milhões de Joãozinhos pelo Brasil afora
Além de perambular por toda a cidade, Joãozinho, de sua favela, pode ver o aeroporto internacional do Rio de Janeiro. Isso certamente é o que mais fascina os olhos de Joãozinho. Aqueles grandes pássaros de metal sobem imponentes com um ruído de rachar os céus. Joãozinho, com o seu olhar curioso, acompanha aqueles pássaros de metal até que, diminuindo de tamanho, eles desapareçam no céu.
Talvez por freqüentar pouco a escola, por gostar de observar os aviões e o mundo que o rodeia, Joãozinho seja um sobrevivente de nosso sistema educacional. Joãozinho ainda não perdeu aquela curiosidade de todas as crianças: aquela vontade de saber os "como" e os "por que", especialmente em relação às coisas da natureza; a curiosidade e o gosto de saber que em geral vão se extinguindo com a freqüência à escola. Não há curiosidade que agüente aquela "decoreba" sobre o corpo humano, por exemplo.
Sabendo por seus colegas que nesse dia haveria merenda, Joãozinho resolve ir à escola. Nesse dia, sua professora se dispunha a dar uma aula de Ciências, coisa de que Joãozinho ainda gostava. A professora havia dito que nesse dia iria falar sobre coisas como o Sol, a Terra e seus movimentos, verão, inverno etc.
A professora começa por explicar que:

o restante do texto pode ser acessado no link abaixo

Joãozinho da maré

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Os dez Princípios do "Mão na Massa"

O desenvolvimento pedagógico
1- Os alunos, em um grupo de trabalho, são orientados (pelo professor) a pensar a respeito de uma situação problema, relacionada a um assunto “emergido” anteriormente de uma discussão da turma (contextualização, sensibilização..)
2- Depois eles elaboram um plano (planejamento) de como resolver a situação proposta, levantando hipóteses, considerando nesse planejamento atividades que possam ser testadas, experimentadas. Os experimentos propostos são elaborados e as hipóteses são observadas, confirmadas ou refutadas, o que remete a reelaboração ou readaptação do projeto.
3. Durante a elaboração das hipóteses, das propostas de investigação, e de suas investigações as crianças argumentam, raciocinam e discutem suas idéias e resultados, ouvem a explicação do outro, organizam suas idéias e as idéias do grupo, constroem seu conhecimento - uma atividade puramente manual não é suficiente.
4. As atividades propostas aos alunos pelo professor são organizadas em seqüências de acordo com a progressão de sua aprendizagem. Realçam pontos do programa e deixam boa parte à autonomia dos alunos.
5. Um mesmo tema é desenvolvido durante ao menos duas horas semanais ao longo de várias semanas. Durante a escolaridade assegura-se uma continuidade de atividades e métodos pedagógicos.
6. Cada criança terá um caderno próprio (ou folhas diferenciadas) com suas experiências e anotações próprias, de cada momento do trabalho, das considerações pessoais, do seu grupo de trabalho e da sala toda (construção coletiva).
7. O objetivo maior é uma apropriação progressiva de conceitos científicos e de aptidões pelos alunos, além da consolidação da expressão escrita e oral.
A Parceria
8. Solicita-se às famílias e aos moradores do bairro a cooperação com o trabalho escolar.
9. Os parceiros científicos nas universidades acompanham o trabalho escolar e colocam sua competência à disposição. Os educadores colocam sua experiência pedagógica e didática à disposição do professor.
10. O professor encontra na Internet módulos a executar, idéias para atividades e respostas às suas perguntas. Ele pode também participar em trabalhos cooperativos, dialogando com colegas, formadores e cientistas. Este princípio no Brasil está em implementação por cada polo de desenvolvimento do projeto

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Biografia de Charles Darwin


Charles Robert Darwin nasceu em uma família próspera e culta. Seu pai, Robert, era um médico respeitado e seu avô paterno, Erasmus, poeta, médico e filósofo.

Em 1825, foi para Edimburgo estudar medicina, mas abandonou a carreira. Mudou-se para Cambridge, disposto a se tornar um sacerdote anglicano, mas ficou amigo do botânico John Stevens Henslow, com quem aprofundou seus conhecimentos em história natural, matéria em que seu talento que se manifestava desde a infância.

Henslow conseguiu incluir Darwin como naturalista numa expedição ao redor do globo no navio Beagle, que deixou Davenport em 27 de dezembro de 1831 rumo à América do Sul.

Foram quatro anos e nove meses de pesquisas. Ele juntou fósseis, amostras geológicas, observou milhares de espécies vegetais e animais, erupções vulcânicas e terremotos. Em 1839, após se casar com Emma Wedgwood, foi viver no campo, na terra natal. Sofreu de uma doença não diagnosticada na época, e suspeita-se que tenha sido o mal de Chagas.

Na viagem do Beagle, Darwin notou que um mesmo animal tinha características próprias de uma região para outra. O mesmo acontecia em espécies separadas pelo tempo, como demonstravam os fósseis. Embora bem definidas na mente de Darwin, as idéias evolucionistas eram apenas assunto para um círculo íntimo de amigos, pois se chocavam com a versão bíblica da criação e com a noção filosófica grega de formas ideais.

O evolucionismo, porém, já era uma corrente importante na biologia. Animado ao conhecer o trabalho do zoólogo Alfred Russell Wallace que chegava a conclusões semelhantes, Darwin publicou, em 1859 seu livro conhecido hoje como "A Origem das Espécies".

O nome completo era: "Sobre a Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural ou a Conservação das Raças Favorecidas na Luta pela Vida".

Pela seleção natural, as condições ambientais determinam quanto uma determinada característica ajuda na sobrevivência e na reprodução de um ser vivo.

Aqueles com características mais eficientes para se adaptar a seu meio-ambiente geram mais filhos e os outros podem morrer antes de se reproduzirem ou serem menos prolíficos. O conceito de que só os fortes sobrevivem, porém, é um erro comum. Por exemplo, conforme as condições, um animal muito robusto pode demandar mais alimento e ter menos chances do que um outro mais ágil.

Como previa o naturalista, o pensamento conservador reagiu à sua teoria. Embora os cientistas tenham concluído que Darwin estava certo, a polêmica permanece até hoje nos meios filosóficos e religiosos. Há setores destes últimos que proíbem o ensino do evolucionismo darwiniano em escolas, pois adotam a teoria do criacionismo, da criação do ser humano por Deus, como está na Bíblia. Independente de qualquer polêmica, porém, o evolucionismo darwinista foi a base das ciências biológicas contemporâneas.

Extremamente apegado à família, o caráter modesto e cuidadoso de Darwin atraía a simpatia até dos adversários. Fulminado por um ataque cardíaco, foi enterrado na abadia de Westminster, por solicitação expressa do Parlamento inglês.

Disponível em http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u172.jhtm acesso em 25 ago 2010

Biografia de Galileu


O pai de Galileu Galilei queria que ele fosse médico e o mandou estudar em Pisa. Mas o jovem estava mais interessado em física e matemática. A vocação do aluno também descontentou o professor Orazio Morandi, que o estimulava a seguir a carreira artística.

Sua primeira contribuição à ciência se deu no Duomo de Pisa. O sacristão acabara de acender uma lâmpada pendurada numa longa corda e a empurrara. O movimento pendular foi medido com as batidas do coração de Galileu. Ele percebeu que o tempo de cada oscilação era sempre igual e formulou a lei do "isocronismo" do pêndulo. Assim, encontrou o primeiro uso prático para aquela regularidade e desenhou um modelo de relógio.

A famosa torre inclinada de Pisa fez parte de uma outra experiência para contestar a tese de Aristóteles de que, quanto mais pesado fosse um corpo, mais velozmente cairia. Galileu deixou cair da mesma altura duas esferas iguais em volume, mas de peso diferente. Ambas tocaram o solo no mesmo instante. Em seu livro, "Saggiatore" ("Experimentador") combateu a física aristotélica e argumentou que a matemática deveria ser o fundamento das ciências exatas.

Galileu desenvolveu os fundamentos da mecânica com o estudo de máquinas simples (alavanca, plano inclinado, parafuso etc.). Entre suas criações se destacam: o binóculo, a balança hidrostática, o compasso geométrico, uma régua calculadora e o termobaroscópio: feito para medir a pressão atmosférica, porém, serviu como termômetro.

Em 1609, construiu um telescópio muito melhor que os existentes e explorou os céus como nunca fora feito antes. Além de estudar as constelações Plêiades, Órion, Câncer e a Via Láctea, descobriu as montanhas lunares, as manchas solares, o planeta Saturno, os satélites de Júpiter e as fases de Vênus. As descobertas foram publicadas no livro "Siderus Nuntius" ("Mensageiro das Estrelas"), em 1610.

A partir de suas descobertas astronômicas, defendeu a tese de Copérnico de que a Terra não ficava no centro do Universo. Como essa teoria era contrária ao dogma da Igreja, foi perseguido, processado duas vezes e obrigado a negar (abjurar) suas idéias publicamente. Foi banido para uma vila de Arcetri, perto de Florença, onde viveu em um regime semelhante à prisão domiciliar.

As longas horas ao telescópio causaram sua cegueira. A amargura dos últimos anos de sua vida foi agravada pela morte de sua filha Virgínia, que se dedicara à vida religiosa com o nome de soror Maria Celeste. Em 1992, mais de três séculos após a morte de Galileu, a Igreja reviu o processo da Inquisição e decidiu pela sua absolvição.

Disponível emhttp://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u202.jhtm acesso em 25 ago 2010

Wilder Penfield. Penfield, após realizar várias neurocicurgias com anestesia local, descobriu que estimulando certas regiões do córtex cerebral com um eléctrodo e perguntando às pessoas o que é que elas sentiam, poderia traçar um mapa correspondente a essas sensações. Esse mapa ficou conhecido pelo homúnculo de Penfield e permite-nos estabelecer uma relação entre uma área específica do corpo, uma perna, a boca ou a mão, por exemplo, e uma dada área do córtex cerebral.
Disponível em http://www.pensamentocritico.com/index.php?option=com_content&task=view&id=40&Itemid=31 acesso em ago 2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Visita a ETA Boa Vista


Estivemos em visita a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Alto da Boa Vista no dia 21/08. Pudemos acompanhar todas as etapas do tratamento.
É impressionante a etapa de floculação das impurezas das águas da Represa Guarapiranga.
Lá ficamos sabendo que o maior custo no tratamento é o de energia elétrica, pois atualmente São Paulo vive uma crise de abastecimento de água, a disponibilidade por habitante é menor que alguns desertos do mundo, a coisa só não é pior por que importamos águas de outras localidades a custo energético muito grande.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Apostila Atividade afunda ou flutua


Olá Colegas.
No endereço abaixo vocês poderam ter acesso a toda a sequência didática do afunda e flutua, aproveitem
http://www.cdcc.usp.br/maomassa/flutuacao2_dc.pdf

As mãos perguntam, a cabeça pensa, artigo de Rubem Alves

A primeira tarefa da educação científica é ensinar a ver e ensinar a pensar


Rubem Alves, psicanalista e escritor, é professor emérito da Unicamp, (site: http://www.rubemalves.com.br). Artigo escrito para a 'Folha de SP':

Encaro com a maior desconfiança os laboratórios nas escolas. Acho que sua função, nas escolas, não é ensinar ciência aos estudantes, mas impressionar os pais.

Os pais se impressionam facilmente. Vendo os laboratórios, eles concluem: "Uma escola com um laboratório moderno assim deve ser uma boa escola...".

Poucos se dão conta de que os laboratórios mentem aos adolescentes. Pois o que eles dizem, silenciosamente, é o seguinte: "É aqui dentro que se faz ciência". Isso é mentira.

Ciência não é uma coisa que se faz em laboratórios. Ciência se faz em qualquer lugar. Ela só precisa de duas coisas: olho e cabeça. Assim, a primeira tarefa da educação científica é ensinar a ver e ensinar a pensar.

Sei de pessoas que são capazes de produzir pesquisas nos laboratórios, mas que, andando em meio aos objetos e situações do seu cotidiano, vêem e pensam como se nada soubessem da ciência.

De fato, não sabem, porque a sua ciência só acontece em laboratórios.

Vocês se lembram do que escrevi sobre os moluscos, que, para sobreviver, constroem conchas eficazes e belas? E se lembram também que Piaget, começando a partir do seu fascínio pelos moluscos, concluiu que os seres humanos se comportam da mesma forma?

Parece haver uma estratégia universal de sobrevivência, que une todos os seres vivos. Também nós, para sobreviver, construímos conchas eficazes e belas, conchas que são feitas com instrumentos e pensamentos. Pensamos para transformar o ambiente que nos cerca em conchas.

Nossas conchas se chamam casas. Casas não são apenas os pequenos espaços, construídos com tijolo e cimento, onde moramos. Casas são os espaços habitáveis que nos cercam e onde a nossa vida acontece.

Piaget sugere que o impulso para conhecer é o impulso para incorporar o espaço que nos rodeia. "In-corporação" quer dizer: colocar dentro do corpo. Ou seja, comer.

Queremos transformar a natureza em corpo. Quando isso acontece, o corpo fica grande, expande-se até os confins do universo... A natureza deixa de ser estranha, exterior. Passa a ser "casa", espaço habitável.

Ou, se quiserem, a natureza humanizada, ou transformada em horta, boa para comer, ou em jardim, boa de gozar... Pois o gozo pertence à vida humana e acho que também à vida dos animais...

Pensei, então, numa escola que fosse uma casa, uma casa comum, dessas onde os alunos moram, parecida com o espaço de sua vida real.

Essa idéia me veio quando uma amiga, professora universitária, me contou um incidente divertido e revelador: Repentinamente, metade de sua casa ficou às escuras. Lembrou-se de que, quando algo semelhante acontecia na casa de sua infância, seu pai trocava os fusíveis.

Concluiu: algum fusível deve ter se queimado. Disse, então, ao filho de nove anos: "Filho, veja se um fusível queimou". Respondeu o menino: "Não se usam mais fusíveis. Agora se usam disjuntores".

Mas ela não sabia o que eram disjuntores nem como estava estruturada a rede elétrica de sua casa, e assim continuou a conversa entre os dois, ela, professora universitária, que, para passar no vestibular, tivera de estudar física elétrica com suas voltagens, "wattagens", impedâncias, ohms, tensões, fórmulas e outras coisas parecidas, totalmente ignorante diante de um simples problema prático em sua casa; e o menino, que nunca estudara física, mas que conhecia os segredos da casa onde morava.

Embora isso esteja esquecido, o caminho para a inteligência passa pelas mãos. Pensamos para ajudar as mãos. Das mãos nascem as perguntas. Da cabeça nascem as respostas. Se a mão não pergunta, a cabeça não pensa.

Pois laboratório vem de "laborare", trabalhar com as mãos, que é essa cooperação entre mãos e inteligência.

Física mecânica, física elétrica, física hidráulica, física ótica, física dos materiais, matemática, química, biologia, saúde, geografia, história, literatura, poesia, ecologia, política, sociologia, arte - todas moram na nossa casa, ferramentas e brinquedos, ao alcance das nossas mãos, desafios ao pensamento: conhecer para "laborare" na construção da casa de morada...

Li uma entrevista do Amyr Klink em que, indagado sobre a educação dos filhos, disse que gostaria que seus filhos aprendessem como aprendem as crianças numa ilha, se não me engano, na costa da Noruega: aprendem as coisas que devem ser aprendidas, para não ser nunca esquecidas, construindo uma casa viking. Assim, estamos de acordo...

O Desequilíbrio Tecnológico


O desequilíbrio tecnológico
Leopoldo Meis
Professor Titular de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de
Janeiro. Autor de O método científico,

Os países que geraram a revolução científica continuam sendo responsáveis pela maior parte das novas descobertas feitas a cada ano. Entre estes, Estados Unidos, Inglaterra, Japão, França, Alemanha, Rússia, Canadá e Itália ocupam lugar de destaque. Cerca de 70% dos novos trabalhos científicos publicados anualmente se originam desses países. Esses oito países representam somente 15% da população mundial. O resto do planeta, 85% da população mundial, produz em conjunto somente 25 a 30% do novo saber gerado a cada ano.
Há, portanto, uma dicotomia entre as populações do mundo, um pequeno grupo que produz conhecimento, de um lado, e uma grande maioria que consome conhecimento, do outro. Consumimos produtos derivados de novos conhecimentos quando compramos novos medicamentos, utilizamos as telecomunicações, as informações de satélites artificiais necessárias para a meteorologia, a climatologia, etc. Os países com maior desenvolvimento científico e econômico aprenderam a controlar o crescimento de suas populações e, como resultado, somente 10% de todos os jovens de 0 a 24 anos vivem nos países desenvolvidos e 90% dos jovens vivem em países em vias de desenvolvimento.
O grande desafio para a educação da ciência no planeta é, portanto que:
“Os países de menor desenvolvimento científico são os responsáveis pela educação da maior parcela de jovens do planeta.”
O cotidiano da nova era tecnológica requer dos jovens que entram no mercado de trabalho uma formação científica e tecnológica cada vez maior. Portanto, se não vencermos este desafio, o poço existente entre os países desenvolvidos e os países em vias de desenvolvimento vai se acentuar cada vez mais.


Disponível em http://www.tvbrasil.org.br/fotos/salto/series/161930Metodocientifico.pdf. Acesso agosto, 2010.

Os Indios e a caça

extraído do material da FUNBEC:


Há muitos anos, uma tribo vivia no Colorado (E.U.A) e tinha sua economia baseada na caça de uma espécie de veado. Uma vez que esses animais são migratórios, os índios eram também nômades. Eles seguiam as migrações dos veados para o alto das montanhas e para os vales do Colorado. Eles preferiam preparam a carne da caça, fervendo toda a carcaça num grande tacho.
Uma vez que aquele tipo de veado era muito abundante naquela época, os índios estavam “bem de vida”, mas tinham um problema: quando a carne era cozida nos vales, o processo tomava pouco tempo e a carne ficava macia, mas, quando os animais eram abatidos e cozidos nas montanhas, a carne ficava rija e o cozimento levava várias horas.
Um dia, enquanto esperava que a carne cozinhasse no alto de uma montanha, um grupo de guerreiros começou a pensar neste estranho fenômeno.
Um dos bravos anunciou que tinha tido uma idéia: “Acho que são os maus espíritos que fazem a carne ficar dura. Todos sabem que há mais maus espíritos nas montanhas que nas planícies”. (Eles “sabiam” disso porque aconteciam mais acidentes nas montanhas; coisas tais como braços e pernas quebrados). “Se são os maus espíritos que fazem a carne ficar dura, então vamos colocar uma tampa sobre o tacho. Isto afastará os maus espíritos e fará a carne ficar macia”. Isto fazia sentido, e os índios tentaram.
A carne cozinhou mais depressa e ficou mais macia, mas ainda não estava igual à carne preparada nos vales. Um outro guerreiro teve então outra idéia: “sabemos que os maus espíritos são muito delgados. Eu acho que eles estão se esgueirando pelas frestas entre a tampa e o tacho para endurecer a carne, então, se nós vedarmos as frestas com barro, eles não poderão entrar e a carne ficará macia”.
O novo método foi tentado e a carne ficou ainda mais macia que aquela cozida nos vales.